segunda-feira, outubro 10, 2005

O povo quis, o povo teve.

Poderemos divagar sobre os resultados, fazer análises e interpretar tecnicamente o voto. São actos correntes nestas circunstâncias. Mas há um elemento determinante: o povo decidiu, está decidido.
Onde o povo quis mudar, mudou; onde não quis, manteve.
Se não mudou é porque o "produto" oferecido em alternativa não convencia.
Se mudou é porque o "produto" alternativo lhe transmitia empatia.
Os vencedores regozijaram-se; os perdedores lamentaram-se.
Nem sempre o melhor "produto" é o mais "vendável" e o povo tende a "comprar" o mais "barato". O "poder de compra" é fraco.
Não pode vender-se um Ferrari onde só há dinheiro para comprar um Gogoomobil.
Também não pode querer-se que o povo seja masoquista; "espeta-se-lhe o aguilhão" e espera-se que sorria perante a rebaldaria dos corruptos, ladrões, caloteiros e demais "VIPS" da sociedade.
Mas também há paradoxos que julgávamos só serem enquadráveis na sociedade europeia do século XIX e que aconteceram em Portugal no século XXI. E aí o povo enforca mais depressa um inocente na praça pública do que os tribunais soltam um preso preventivo.
Por muito má que seja a justiça portuguesa, que sería dos justos se ela não existisse?

sexta-feira, outubro 07, 2005

Revendedor autorizado

De facto temos de respeitar os sentimentos e compreender as frustrações de cada um.
O problema surge quando os recalcamentos subsistem e os seus portadores não conseguem deles libertar-se.
Sentado na cátedra da administração da Parque de Feiras e Exposições de Beja, sempre vai dando umas alfinetadas no Presidente da Câmara Municipal de Alvito, supostamente em defesa da candidatura comunista que, ela própria, constitui pedra no sapato do eminente blogalvitranista.
Em boa verdade e analisando o conteúdo do Alvitrando, verifica-se que o revendedor autorizado do Partido Comunista está a fazer campanha por Mário Simões e não pelo seu correlegionário. Seguramente que se trata de um erro de estratégia porque eu nem quero acreditar que, sendo a vingança um prato que se serve frio, o bloguista vá ao ponto de apunhalar os seus pares.
Ele há razões que a razão desconhece!

Curto e grosso

Há algumas semanas - por volta do início da pré-campanha - o porta-voz de João Paulo Ramôa (eminente bloguista praçarepublicano), indignou-se pelo que escrevi àcerca do número de funcionários municipais face ao número de habitantes do concelho (ver artigo).
Da interpretação errónea das minhas palavras, sugeria que eu pretendia que, se o PS vencesse as eleições, fossem demitidos funcionários.
Bem, chegou o momento de esclarecermos quem quer demitir quem e não pelas minhas palavras mas sim pelas palavras directas de João Paulo Ramôa.
Ora leiam, se fazem favor:
-De manhã demitia todos os Chefes principais e intermédios. De tarde colocava em concurso esses lugares.
Podem confirmar a autenticidade das palavras transcritas na página http://pracadarepublica.weblog.com.pt/

quinta-feira, outubro 06, 2005

Escândalo!

As imagens reperesentam as maquetas do projecto inicial do Museu do Sítio, na rua do Sembrano, em Beja.
Melhor do que qualquer comentário, sugiro a leitura da página do autor do projecto que foi adulterado sob as ordens de Carreira Marques.

terça-feira, outubro 04, 2005

Não dá para acreditar

Numa das circunstâncias particularmente stressantes para o candidato do Partido Comunista à Câmara Municipal de Beja - a propósito das polémicas em torno do Beja Pólis - Francisco Santos deu a perceber que a principal virtude da intervenção feita na Praça da República foi acabar com uma obra do regime fascista.
Quando ouvi tal coisa fiquei perplexo.
Francisco Santos revelou-se um homem parado no tempo, ortodoxo, arrogante, pouco inteligente e frustrado.
Confundiu ditadura severa com fascismo.
Branqueou a mais polémica das obras do Pólis com a exteriorização de um recalcamento.
Digo-vos com propriedade que se tivesse havido fascismo em Portugal, nem ele nem eu estaríamos aqui.
Se a lógica de Francisco Santos vingasse, assistiríamos nos próximos 4 anos à demolição do Liceu de Beja, da Escola Comercial e Industrial, do Tribunal, da Caixa Geral de Depósitos, do Banco de Portugal, do complexo desportivo - que integra a piscina, o pavilhão gimno-desportivo, o parque de campismo e o campo Flávio dos Santos - os Paços do Concelho, o edifício dos correios e a Barragem do Rocho.
Para desgosto dos democratas, a II República gerada em 25 de Abril de 1974, não teve o ensejo de deixar em Beja, ao longo de 31 anos, obra suficiente para apagar o protagonismo das obras da ditadura.
Ora se Francisco Santos soubesse o que estava a dizer, não teria proferido tamanha enormidade. Tão grande ou maior do que aquela em que disse que as infra-estruturas desportivas da cidade de Beja estavam ao nível do melhor que há na Europa.
Decididamente, não conhece Beja e é masoquista: adora dar tiros nos pés.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Os Parques da Cidade!

Depois de aparada a relva, deixaram-na morrer por falta de água, durante 1 mês. Todos os outros espaços verdes em redor estão viçosos.
Há dez anos à espera de ser concluido.

Beja, Cidade Limpa!