
Admiro a coragem do Engº. João Paulo Ramôa. Reporto-me aos seus comentários sobre alegadas irregularidades eleitorais protagonizadas pelo presidente da concelhia de Ourique, José Raúl dos Santos e do alegado envolvimento de uma instituição privada de solidariedade social da mesma vila em que aquele político é responsável.
A política tem de ser progressivamente melhor e mais transparente.
A promiscuidade entre organizações e partidos políticos deve ser paulatinamente diminuida, de forma geométrica; isto é o mais aceleradadamente possível.
O futuro de Portugal passa pela qualidade das pessoas e dos partidos - como todas as outras organizações - são constituidos por pessoas. Aqueles que tiverem os melhores quadros, serão os que apresentarão melhores resultados e vice-versa.
O caciquismo e o caceteirismo fazem cada vez mais parte do passado. Há uma nova geração que, embora já pertencesse aos respectivos partidos, está a emergir na cena política por não se conformar com a mediocridade e o clientelismo (para não lhe chamar outra coisa). Por seu turno, os que se perpetuaram nas lideranças pelo simples facto de que no passado andaram a colar cartazes ou porque já exercem lugares há muito tempo e por isso se consideram insubstituíveis, porque em regra são empregados políticos - fora da actividade partidária não têm ocupação - começam a ver periclitar as suas posições e, por vezes, excedem-se nas tentativas de manipulação.
Vão sair de cena muito chamuscados.





