quarta-feira, agosto 30, 2006
Limpeza
quarta-feira, agosto 23, 2006
A buzword do momento

Num dos poucos momentos disponíveis para tomar conhecimento das notícias deperei-me com dois statements interessantes: os portugueses são os que mais trabalham na Europa; os portugueses são dos menos produtivos da Europa.
Parece uma incongruência mas não é. Somos dos que mais horas trabalham e dos que menos resultados do trabalho obtêm. Isto por duas ordens de razão: temos baixa qualificação escolar e baixa formação profissional - por um lado (problemas situados no trabalhador); sofremos de desempenho em mau ambiente de organização do trabalho (problemas situados na organização e respectiva tecnoestrutura) - por outro.
Quando a empresa tem colaboradores pouco qualificados (lacto sensu), é fácil imputar-lhes os ódios de todas as desventuras; quando os tem altamente qualificados, as chefias encaram-nos como ameaça porque não conseguem demonstrar que a culpa é deles.
Nas organizações cujo objectivo é o lucro, quando o cume estratégico e a tecnoestrutura são medíocres, quem paga é o consumidor: ferra-se-lhe no preço a pagar.
Mas há excepções.
Na nossa região, infelizmente, abundam estas últimas em coexistência com as não-lucrativas (leia-se sector público e empresarial do Estado).
Planeamento é para gestores; não é para bandeirantes.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Rentrée
segunda-feira, julho 03, 2006
Ó Pacheco!
A Comissão Dinamizadora do Movimento BAAL 21 - reunido em 2006-06-29 na sede da AMBAAL - deliberou nomear Francisco do Ó Pacheco como porta-voz do Movimento.
No artigo anterior já tinha comentado a estratégia comunista em torno desta iniciativa (do maior interesse para a região).
É interessantíssimo estar atento e, de fora, perceber as manobras que o Partido Comunista elabora com vista a garantir o controlo das operações em torno da constituição de um movimento de cidadania que se presumia consubstanciador de todas as sensibilidades e simultâneamente independente.
O que é interessante é que as pessoas e as instituições convidadas e aderentes estão a permitir que tal aconteça, dando credibilidade às teses daqueles que alertaram para o perigo de controlo comunista de um potencial de influência política em torno de temas geradores de convergências opinativas.
João Rocha seria um rosto demasiadamente agressivo para a iniciativa, embora gostasse. Tentou, não conseguiu. Em alternativa, avançou Francisco Santos - mais aberto e tolerante, ainda mal aglutinado pelo sistema mas também ele demasiadamente comprometido para gerar consensos. Fracassou.
Eis que surge a solução!
Perfeitamente identificado com o regime local, com pergaminhos que não o deixam ficar mal na senda estalinista, garantindo a fidelidade à causa, é a figura-de-mão, no momento, disponível e mais adequada.
Espanta-me que toda a gente presente (ou pelo menos a maioria) tenha alinhado nisto.
Evidentemente que o PC de Beja tem elementos imprescindíveis a esta causa. Mas não são, seguramente, os que citei. Além disso, é condenação a priori ao insucesso da iniciativa permitir a coordenação do movimento por um não-notável independente.
Venham Mais
As últimas semanas trouxeram particular animação à cidade de Beja por motivos estratégicos para Portugal.terça-feira, junho 20, 2006
Quantos são?

Ao longo de mais de três décadas de democracia, muitos têm sido os baixo-alentejanos que se têm deixado seduzir pela atractividade de outras regiões, sobretudo pelas oportunidades oferecidas a pessoas qualificadas e capazes de desempenhos só apreciados por não invejosos.
sábado, junho 03, 2006
Alerta!

Agentes de marketing agressivo alegadamente contratados por este grupo organizacional do mercado do turismo, estão a operar em Beja, há cerca de 1 ano, em momentos estratégicos - como início da Primavera, aproximação do recebimento do subsídio de férias e subsídio de Natal - a partir do Hotel Francis, contactando residentes previamente seleccionados, sob a argumentação de que têm um prémio à disposição para ser levantado, resultante da participação de um concurso que nunca existiu mas que as pessoas mais incautas acabam por admitir que possam ter participado (por exemplo, sempre colocam numa qualquer tômbola, uma ficha de participação num qualquer concurso de supermercado).
O prémio consiste, normalmente, num voucher para 2 pessoas, 4 dias, em instalações turísticas do Algarve.
As conversas telefónicas de abordagem são feitas por pessoas bem treinadas, homens e mulheres, portugueses e brasileiros, e utilizam estratégias de convencimento e transferência de níveis, muitíssimo bem escalonadas. Verdadeiros profissionais de telemarqueting e de manipulação comportamental.
Mas para levantar o prémio, a vítima tem de estar disponível para ir, numa determinada hora, com uma determinada pessoa e sozinho, a uma entrevista no hotel Francis, em Beja (podia ser outro qualquer). E se disser, por exemplo, que oferece o prémio a uma instituição, dizem-lhe que não pode ser porque é pessoal e intransmissível.
Para que serve a entrevista?
Em primeiro lugar, para obter mais dados pessoais não susceptíveis de ser utilizados sem o consentimento do titular (estatuto profissional, rendimento, agregado familiar, hábitos de consumo e férias) e para proceder a uma longa conversa tática de convencimento na aquisição de outros serviços que, normalmente, são invisíveis de alto preço e valor acrescentado, sem suporte em activo subjacente como se passa com a bolsa de mercado de derivados, exactamente por se tratarem de produtos de natureza financeira não autorizados.
É "time-sharing"puro, esse produto de tão negativa notoriedade que não pode ser falado directamente devido aos escândalos de que já foi protagonista em Portugal.
Evidentemente que ninguém dá nada a ninguém e a ida à entrtevista serve para, ao fim de uma estratégia de cansaço e esgotamento da paciência que pode levar uma hora, propor à vítima a subscrição de um contrato caro que a deixa endividada ou diminuida de valores que podem atingir os € 15000,00.
Se a vítima potencial não cumprir com a promessa de estar presente no dia e hora para a entrevista, nunca mais a largam com telefonemas, chegando ao desplante de pedir satisfações pela atitude da falta e pressionando para que não desligue o telefone.
Alerta, portanto.
Este caso está já comunicado à DECO para que possa desencadear um processo de averiguações que protejam os consumidores de eventuais comportamentos enganosos que possam estar, alegadamente, a ser praticados por agentes que se dizem a operar em nome da organização referenciada.

