terça-feira, abril 09, 2013

Rumores

Andam por aí uns rumores preocupantes sobre o futuro do Centro Hospitalar do Baixo Alentejo - Hospital José Joaquim Fernandes.
Os rumores são sempre problemáticos porque arrastam sempre consigo verdades. Diz-se, vai-se dizendo e tanta coisa se diz que alguma há-de ser verdade.
Consta-se, então, que entre outras coisas, há intenção da tutela de reduzir a capacidade de internamento cirúrgico para apenas 15 camas e acabar com oncologia, entre outras coisas.
Não se percebe bem os fundamentos desta eventual intensão. Afinal os rácios apurados para Beja são idênticos aos rácios apurados para Évora. As variações - imagine-se - são de 0,1 para mais ou para menos.
O mesmo já não acontece com o litoral e com Portalegre que têm rácios mais elevados e não se consta que venham a sofrer diminuições das respetivas capacidades instaladas.
Estas estatísticas feitas nos gabinetes têm destas coisas. Vem sempre à memória a história em que 3 pessoas comeram 3 frangos. Estatisticamente, cada pessoa comeu 1 frango. O problema é que, depois, no terreno, vem a descobrir-se que uma dessas pessoas comeu 2 frangos.
Os baixo alentejanos têm de se unir nos esforços de puxar a corda para o mesmo lado. Os interesses da região devem estar em primeiro lugar. Se a classe política não se mexe, mexa-se a sociedade.
O CHBA tem de estar apto para servir a população do distrito e evitar que os utentes do SNS tenham de se deslocar para fora da região. Deve, a meu ver, inclusivamente, apetrechar-se de especialidades clínicas que hoje não possui e para as quais os pacientes têm de recorrer ao privado, localmente, ou sair para outras regiões. Sobretudo, não deve diminuir-se ou acabar com aquilo que funciona bem.
A redução de custos de exploração não se faz de forma cega, cortando a direito, sem atender às particularidaes. O saneamento deve ser estratégico, ponderado e articulado. Nas pequenas coisas, por ano, conseguem-se ganhos de poupança de dezenas de milhares.
Por exemplo, não se vê preocupações relativamente à sustentabilidade energética dos edifícios quando estiveram disponíveis fundos para a instalação de equipamentos de energias renováveis. Não se vê preocupações em utilizar TIC para diminuir drasticamente as despesas com comunicações. Denota-se algum relache quanto ao controlo das utilizações dos materiais de consumo corrente, de natureza médico cirúrgica (gavetas deixadas abertas no sistema, por exemplo).
Enfim, há muita coisa onde se pode ir poupando, porque grão a grão, enche a galinha o papo.
Não pode é poupar-se na prestação de cuidados de saúde, optando-se por não tratar os pacientes porque é caro ou porque está velho. Isso era no tempo de Oliveira Salazar.

1 comentário:

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